Falando em lixo hollywoodesco, está em exibição uma das poucas excepções que confirmam a regra: Frost/Nixon. Filme excepcional e com um certo humor...ou não estivéssemos a falar de Richard Nixon. Vou passar a cobrar pela publicidade que aqui faço.
A história é conhecida, o realizador argentino, Alonso Alvarez Barredo, que a transformou na curta-metragem vencedora do Festival de Cannes 2008 foi acusado de plágio. No entanto, este vídeo não deixa de estar muito bem conseguido, aos olhos de uma mera consumidora compulsiva de cinema e, sobretudo, quando comparado com o lixo que Hollywood nos impinge todas as semanas. Além de tudo, mostra como a mudança do ponto de vista nos pode mudar a vida.
O blog da marca conhecida pelas t-shirts diferentes e muito engraçadas tem uma secção de morrer a rir: Coisas que não sabes sobre. Foi assim que fiquei a saber que a Lambada é dança preferida de Manuela Ferreira Leite, as renas do Pai Natal quando morrem são vendidas ao McDonalds’s e Cavaco Silva gostava de fechar uma das varandas do Palácio de Belém para fazer uma marquise que seria o seu canto de leitura de Inverno.
Para quem não conhece o Cão Azul, aqui vai uma amostra:
Todos gostamos do Bambi. Todos queremos o Bambi livre de perigo. Mas o puto adora o risco e farta-se de merdar. Em 2007, surgiu a ASCROMoLiBambi, criada por alguns dos voluntários da Bienal de Cerveira. Ao contrário das inúmeras fundações que são criadas neste país, esta associação não é mais uma forma de contornar a carga fiscal até porque a participação é livre de qualquer tributo pecuniário. A ASCROMoLiBambi visa lutar pela libertação do Bambi que se farta de fazer asneiras nas barbas dos soldados da Guarda que têm o direito ao descanço, mesmo nas horas mais tardias do expediante. Os elementos de apoio à ASCROMoLiBambi reuniam-se todas as noites para discutir o rumo que a manifestação de cada noite iria tomar e seguir os conselhos sábios e baratos (1,50€) do Sr. Martini no Miró. Toda esta agonia surgiu quando recebemos a notícia por telegrama musicado numa das noites de animação da Bienal. Lutamos pelo Bambi. Free Bambi. Este ano haverá mais. E que bate palmas é do Bambi, é do Bambi, é do Bambiiii...(outra vez...e até ficar sem voz!)
Ontem a Ângela dedicou-me um fado. Não, não foi pelo Sr. Paulo Jorge da Rádio Festival, foi pelo Messenger. Não há nada como uma modernice para um género musical tão tradicional. Ela diz que o poema a faz lembrar-se de mim. Com a minha mania de contrariar, lá lhe disse que a música é triste mas duh! é fado e em sinal de agradecimento hoje dedico-o a ela.
Sou fantástica, maravilhosa e intocável mas isso percebe-se logo neste "blog" e fora dele. Sim, "blog", porque como sou muito inteligente e falo línguas (!!!) adoro inserir estrangeirismos no meu vocabulário.